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Hiroshima 80 anos, da tragédia aos estados de criação

  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura

Depois da tragédia de Hiroshima e Nagasaki, muitos outros desastres atômicos e processos de intoxicação têm acometido a humanidade. O Brasil não escapou desses problemas e está lotado de focos de intoxicação, incêndios, poluição e zonas desérticas. Talvez seja o momento, como sugeriu Donna Haraway, de trocar os debates sobre Humanidades e Pós-Humanidades pelas "Humusidades e um Imbróglio Multiespécie Habitável". Este ciclo reunirá pensadores e artistas de diferentes países (França, Japão, Estados Unidos e Brasil) para compartilhar pesquisas que, ao descentralizar as subjetividades, ensinam como podemos aprender a existir inventando jardins decoloniais, fantasmas subversivas, zooliteratura, cinema cosmopolítico e assembleias polifônicas de animacidades. Iniciamos com o professor Paul Scott (Professor Emérito da Universidade Kansai Gaidai) que faz parte de um projeto com a UNESCO para traduzir testemunhos de hibakusha (vítimas da bomba) e durante décadas levou estudantes estrangeiros para visitar o Memorial da Paz no Epicentro da Bomba e ouvir os testemunhos. A partir daí, o ciclo transitará por trilhas de espectros desde o período Edo (1603-1868) no Japão, animacidades plurais com as quais co-habitamos no dia a dia e em experiências artistico-midiáticas, experimentos fílmicos e literários, conversas com cupins, fungos e ervas, até a antropomorfização de plantas cujos apelidos populares nos informam sobre os abusos dos discursos do biopoder. Como dizia Antonio Bispo, ao transformar a mente em roça, podemos testar quais são as palavras que germinam mais. Quem sabe assim, auscultando essa pluralidade de vidas e vozes, conseguimos ativar uma nova experiência de semeaduras coletivas. Programa: 13/8 10h30 às 12h (abertura): A flor de cerejeira e o origami do grou: imagens de guerra, sacrifício, sofrimento e memória nacional. Com Paul Scott; apresentação e mediação de Christine Greiner. 12h à 13h: exibição do curta-metragem Hibakusha - Herdeiros atômicos do Brasil (2006) e conversa com diretor - Maurício Kinoshita. 15h às 17h (Mesa 1) Animacidades, Intoxicações e Espectros Com Mel Y. Chen e Manami Yasui. Apresentação e mediação: Christine Greiner. Em seguida, lançamento do livro Animacidades, Biopolítica, materialidade racial e afeto queer, de Mel Y. Chen, editora n-1. 14/8 10h30 às 12h (Mesa 2): Animalidades na Literatura Com Maria Esther Maciel e Helena Katz; mediação de Christine Greiner. 12h às 13h (Palestra) Naturezas desviantes: sobre mulheres, plantas e IAs. Com Giselle Beiguelman; mediação de Christine Greiner. 15h às 16h30 (Mesa 3): A biopolítica das plantas e das vidas mais que humanas. Com Virgínia de Souza Medeiros e Zoy Anastassakis. 17h: Todos os nossos Sentidos: sobre a Estética da Vida Comum. Com Pascal Gielen; mediação de Christine Greiner. 17h45 (Encerramento) - Christine Greiner.


 
 
 

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